sexta-feira, 29 de março de 2013

PAULLO COSTA É SHOW !!!!


terça-feira, 26 de março de 2013

PRÊMIO BRASIL SUL DE MÚSICA

Prêmio Brasil Sul de Música com inscrições abertas

Estão abertas até o dia 30 de abril as inscrições para o Prêmio Brasil Sul de Música, evento que reunirá talentos da Zona Sul do Estado. A iniciativa foi aprovada pelo Procultura e tem como objetivo fomentar os trabalhos musicais desenvolvidos por artistas da região e divulgá-los em todo o Estado. Músicos e bandas de todo o Brasil que tenham identificação com a cidade também poderão participar. As inscrições e demais informações foram anunciados em uma entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (18).

O Festival está dividido em cinco categorias: Música Popular Brasileira (MPB), Instrumental (erudita ou popular), Regional (folclore gaúcho), Rock e Linha Livre (abrange todos os outros gêneros). O material enviado será avaliado por um corpo de jurados composto por sete profissionais experientes no ramo musical e cinco profissionais de imprensa que trabalham com cultura. Os critérios avaliados serão qualidade, criatividade, abrangência e importância para Pelotas. Cada categoria está subdividida nos prêmios: melhor compositor, melhor intérprete, melhor instrumentista, melhor disco e melhor letrista.

A cerimônia de premiação será realizada no dia 15 de junho, no Theatro Guarany. O artista homenageado nesta primeira edição é Mestre Baptista que, de acordo com os organizadores, manteve viva a história do sopapo. E o show de abertura será da banda de expressão percussiva centrada no tambor de sopapo Alabê Ôni que está em turnê pelo Brasil. O festival também oferece troféus para: melhor disco, melhor produtor, revelação de 2012, melhor projeto gráfico e melhor arranjador.

Como se inscrever:
Para participar é necessário preencher uma ficha de inscrição disponível na Fan Page do projeto (www.facebook.com/premiobrasilsuldemusica) ou na sede da NotaAzul Produções, na rua Padre Anchieta, 3.088. O documento deve ser entregue junto a três cópias do disco com o qual o artista deseja concorrer, material gráfico e publicações que comprovem a atuação do músico em Pelotas. As inscrições encerram no dia 30 de abril e podem ser feitas via correio (no caso dos artistas que moram em outros municípios). Mais informações podem ser obtidas através do e-mail premiobrasilsuldemusica@gmail.com.

O Procultura é um concurso para empreendedores culturais (pessoas físicas) com trabalhos ligados à produção cultural e entidades privadas que trabalhem na área. São focados pelo projeto a literatura, artes visuais, música, artes cênicas, dança, artesanato, folclore, memória, patrimônio histórico, cinema, vídeo e manifestações populares.

sexta-feira, 22 de março de 2013

GRUPO "-FILHOS DE GALPÃO" dia 30/03 NOS QUADRANTES DO SUL

 Sábado, 30/03 o  grupo "FILHOS DE GALPÃO" vem nos visitar NOS QUADRANTES DO SUL, na Rádio Guaiba - O programa começa as seis e vai até as oito da matina.
Gurizada nova e cheia de talento que chega com força total soltando a voz pelos pagos do sul.
BAMO ???  e vale levar a cadeirinha, o chimarrão para assistir a bela ISABELA !!!

"À MODA VÉIA "!!!

Não dá prá perder !!! Os Monarcas conservam o toque “à moda véia” e seguem fazendo sucesso, adaptados à modernidade dos conjuntos de baile. Recomendo e curto o trabalho desses excelentes músicos!

Sessão Bodoque cinema no Comitê Latino Americano



Uma parceira entre oComitê Latino Americanoe o Coletivo Catarse para assistir e conversar sobre filmes a cada duas semanas, sempre às terças, 19:30h. Entrada franca.

Filmes de arte, independentes, engajados, marginais, militantes, autorais, subversivos, humanistas, políticos, revolucionários, sociais, críticos ou seja lá o nome que lhes derem. Nos interessa também a diversidade de temas, geografias, linguagens, narrativas e autorias. O debate é livre após a exibição, e só acontece se o público quiser. Mas não há lugar melhor para um bate-papo sobre um filme do que nas mesas de um espaço como o Comitê.

Nos inspiram ideias de Fernando Birri, cineasta argentino que escreveu em 1962 opoema-manifesto Cinema e Subdesenvolvimento:

De que cinema necessitam os povos da América Latina?
De um cinema que os desenvolva.
Um cinema que lhes dê consciência, tomada de consciência;
Que os esclareça;
Que fortaleça a consciência revolucionária daqueles que a tem;
Que lhes dê fervor;
Que inquiete, preocupe, assuste, debilite aos que tem "má consciência", consciência reacionária;
Que defina perfis nacionais, latino-americanos;
Que seja autêntico;
Que seja antioligárquico e antiburguês na ordem nacional e anticolonial e antiimperialista na ordem internacional;
Que seja pró povo e contra anti-povo;
Que ajude a emergir do sub-estômago ao estômago;
Da sub-cultura à cultura;
Da sub-felicidade à felicidade;
Da sub-vida à vida.

Estreia da sessão Bodoqe com Santiago Álvarez, “o olho da revolução”

Começamos com o realizador Santiago Álvarez, que na sua obra documental vai do registro da revolução cubana a reflexões sobre momentos históricos das Américas e da Ásia. Sua produção se destaca pela presença ativa do jornalismo, genial uso da montagem e emprego de áudio como parte indissolúvel da ação dramática.

Sobre ele, escreveu o também cineasta Orlando Senna: “O último dos grandes e também o mais instigante, o que mais impactou os jovens cineastas da segunda metade do século passado. Santiago e seu cinema transgressor, radical, panfletário, inventou o clipe, utilizou cenas ficcionais distorcidas, usou dramática e visualmente as palavras, explodiu e implodiu a imagem com um grafismo inédito no cinema e incendiou a reflexão e a percepção teóricas ao inventar e defender o conceito de dramaturgia da informação, a organização artística de fatos, imagens e opiniões. Ele dizia e demonstrava na prática que não lhe interessava registrar e sim participar da realidade”.

Os filmes:

Now(1965 / 06 min.)

El tigre saltó y mató,... pero morira,... morira!!! (1973 / 16min.)

Mi Hermano Fidel...! (1968 / 18 min.)

Hanoi, martes 13 (1967 / 38 min.)


Comitê Latino Americano
Rua Vieira de Castro, 133
(quase esquina com Venâncio Aires)
(51) 3207 8733 - 8470 7377
Porto Alegre - RS/Brasil
comitelatinoamericano.blogspot.com

CADE CONDENA EDAC E ASSOCIAÇÕES DE MÚSICOS POR CARTEL

Cade condena Ecad e associações de músicos por cartel e aplica multas de R$ 38,2 milhões

RENATA AGOSTINI
DE BRASÍLIA


O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) condenou o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) e as seis associações de músicos que o integram por formação de cartel e abuso de posição dominante nesta quarta-feira (20) por quatro votos a dois.
Pelas infrações, foram aplicadas R$ 38,2 milhões em multas. Como não cabe mais recuso no Cade, as associações disseram que vão questionar a decisão na Justiça. O Ecad terá seis meses, prorrogáveis por mais seis, para se adaptar às novas regras.
Além da prática de cartel, o Ecad foi condenado ainda por impor barreiras à criação de novas associações de defesa dos direitos autorais de músicos. No total, terá de pagar R$ 6,4 milhões.
Cada uma das seis associações vinculadas à instituição precisará pagar R$ 5,3 milhões.
Responsável pelo recolhimento de direitos autorais decorrentes da execução pública de música no país, o Ecad detém por lei o monopólio da arrecadação.
A partir de agora, a instituição está proibida de promulgar tabelas de preço e terá de reformular seu sistema de gestão coletiva de arrecadação de direitos autorais, além de retirar os critérios vigentes para constituição de associações de artistas.
A representação contra o Ecad foi feita pela Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) em 2010. Segundo ela, o Ecad e as associações de artistas praticavam cartel ao impor preços de forma abusiva por meio da fixação conjunta dos valores. O Ecad criava ainda barreiras à constituição de novas associações.
A argumentação da ABTA foi acolhida pelo relator do caso, o conselheiro Elvino Carvalho de Mendonça. Segundo ele, houve prática de cartel e "o que não falta são provas".
"O atual sistema de arrecadação não inviabiliza a concorrência, dado que existe concorrência de distribuição. Ele não é um bicho de sete cabeças. Entendo que o Ecad se sentou com as associações para fixar preços. Entendo pela prática de cartel", afirmou.
Para Mendonça, o processo não questionou o monopólio legal que foi conferido ao Ecad, mas a fixação de preço por parte da instituição.
"A gestão coletiva é uma necessidade, o problema está centrado na arrecadação. Se não há concorrência é porque a associação entre Ecad e associações não gera ambiente para tal", afirmou.
Numa discussão de mais de seis horas, os conselheiros divergiram sobre a tipificação da infração e o valor das multas. Os conselheiros Marcos Verissimo e Ana Frazão se posicionaram contra a condenação por prática de cartel e questionaram o tamanho da multa.
DEFESA
Durante a sessão de julgamento, o Ecad defendeu o sistema atual de arrecadação, pelo qual negocia um único contrato de remuneração com cada emissora de TV, que passa a ser válido para todos os artistas representados pelas seis associações.
Segundo a instituição, o modelo atual é necessário para garantir "a geração de cultura no país", já que há grande poder de barganha por parte dos canais de televisão e a negociação individual inviabilizaria o custeio da obra por parte de artistas menos conhecidos.
"O mercado convencional de preços, como o de bananas e maçãs, não funciona neste caso. Existe assimetria na barganha, que precisa ser estudada", afirmou Gesner Oliveira, representante do Ecad. "O Caetano Veloso não depende [da arrecadação do Ecad], mas para milhares de artistas é fundamental.", disse.
Segundo ele, as quatro maiores empresas de TV por assinatura hoje detém 80% do mercado brasileiro, o que prova a alta concentração do mercado.
Representantes das associações que integram o Cade defenderam que a representação da ABTA esconde, na verdade, um pleito da Rede Globo para a redução dos gastos com o Ecad.
A empresa disputa na Justiça o direito de renegociar o contrato com a instituição e defende que a cobrança atual, uma porcentagem de seu faturamento, é abusiva. O caso aguarda julgamento no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
PARECERES
O Ministério Público Federal, que estudou o caso, manifestou-se pelo arquivamento do processo.
Segundo o procurador regional da república, Luiz Augusto Santos Lima, a aplicação da lógica concorrencial, que levaria à negociação direta e individual do usuário com cada associação é "impossível", pois entra em conflito com a Lei de Direitos Autorais.
Segundo ele, a lei determina que os preços devem ser estipulados por todos em comum. Além disso, o novo modelo geraria insegurança jurídica para os autores "na fiscalização do cumprimento de todos os requisitos da utilização da obra" e "partiria do pressuposto falacioso de que as associações concorrem entre si".
A SDE (Secretaria de Defesa Econômica), entidade já extinta que avaliou o caso em 2010, concluiu que houve infração da ordem econômica por parte do Ecad e das associações por "fixarem de forma concertada valores unificados a serem cobrados pelos diretos autorais".
Avaliou ainda que Ecad infringiu a lei por "impor critérios abusivos para a criação de novas associações no sistema de gestão coletiva instituído pela Lei de Direitos Autorais, em prejuízo da concorrência e de todos os agentes do setor".
O presidente do Cade, Vinicius Marques de Carvalho, titular da SDE na época, declarou-se impedido para julgar o caso.
CPI
A conclusão da SDE foi referendada em abril do ano passado pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Ecad no Senado.
Segundo a comissão, a lei 9.610 de 1998 conferiu ao Ecad o monopólio da arrecadação, mas a fixação do valor a ser cobrado pelas músicas deveria ser estabelecida livremente por cada entidade. Por isso, na avaliação dos senadores a interpretação da SDE, que recomenda a aplicação da lei antitruste ao Ecad, estava correta.
A CPI terminou com o pedido de indiciamento de 15 pessoas e apresentação de dois projetos de lei que alteram a gestão dos direitos autorais no país.
Os senadores acusaram o Ecad e as associações que o compõem de fraudes, falta de transparência, cobranças excessivas e falta de repasse aos músicos.