quarta-feira, 14 de junho de 2017

CHAKARUNA: MINUANO, povo pampeiro

CHAKARUNA: MINUANO, povo pampeiro: Os Minuano chegaram a ser um grande povo de índios cavalheiros, tão respeitado e temido como os Charrua. Em princípios do século XVIII...

terça-feira, 6 de junho de 2017

Chamameceros no Galpo Crioulo Parte II

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O VALOR DE UM COBERTOR DE ORELHA....



Praxedes era famoso nas redondezas da Vila de Itapuã em Viamão....moreno tipo índio, retaco, parecendo uma tronqueira  de guajuvira com manoplas calejadas e uma cabeleira basta e tapada de óleo "glostora".
Sua fama vinha da força dos moquetes que pareciam dois moirões de eucalipto- um muque de fazer inveja a   "qualquera",  adquirido nas lides campeiras , pois que era ginete famoso e domador de primeira.
Além do mais, o dito cujo, mostrava habilidade no jogo do osso -proibido pela "gendarmeria", mas praticado à la floxa nos fundos do bolicho do Zelito logo ali na dobra da Praia do Passarinhos. Praxedes era buenacho na clavada. Era de  sorte o melenudo.
Tinha por parceiro o Antão, amigo de churrasquear no mesmo espeto.Os dois toda vez que se topavam, era um tendéu de trago e bóia. E o amigo vez por outra lhe fazia uma visita - ali no Beco do Dornelles onde Praxedes vivia com a Marivalda, chinoca faceira e lindaça, que o Praxedes havia se amasiado já algum tempo.
E o Antão que era um tipo meio solitário um certo dia amanheceu de ovo virado e amargo como erva-acaúna.... se posicionou nos calcanhares  à pensar na vida.... Prendeu fogo num palheiro, deu uma cuspida larga para o lado, um chupão e um ronquido no mate ....e se deu conta que estava lhe faltando algo... esse algo que o amigo possuía....uma parceira, além da cachorrada que lhe circundava o rancho.
E não é que sem querer querendo passou a invejar o amigo....e pensando  nas cambotas da Marivalda, alçou a perna no píngo a la loca e se mandou a la fija ao rancho do parceiro aproveitando a ausência do dito cujo....e isso passou a ser um costume... e a Marivalda que não era flor de se cheirar com pouca venta, começou a reparar que o Antão tinha lá seus predicados... e como o velho conto do compadre e a comadre que tomavam mate e faltou erva um dia.... Antão  armando o laço fez a pergunta que não querida calar:  "Cojemos ou tomamos um mate "????-  Não prestou !
E o empernamento só podia acabar em tragédia !
Resultado: Praxedes chegou mais cedo naquela tarde....pegou os dois na tampa ! E armou-se o rolo !
Com a sua bicuda afiada retalhou as polpas do desinfeliz pois que pegara os dois mais agarrados que carrapichos no catre que era dele....e  Antão sangrando como um porco juntou forças e riscou a estrada, não se sabe pra donde ... contam por aí que bateu com o alcatra na terra.. Já a Marivalda... ah... a Marivalda tinha seus poderes, suas manhas e dengos.... e o domador com cisco nos olhos desfalçando a lágrima insistente perdoou... porque macho que é macho perdoa...e como diz o poema de Jaime Caetano Braun - " até touro se ajoelha"... inda mais que o inverno estava se aproximando, e um cobertor de orelha lá tem seu valor nas noites frias quando o minuano sopra...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

PRO LADO DO SOL SEMPRE É MAIS QUENTE



Cada hombre, como o cavalo tem o seu lado de montar.
Conheço um taura lá do Itapuã que é macho uma barbaridade... pois o vivente é tão macho que facilita não come mel, ele mastiga a abelha.
Mas é lombo de sinverguença... desses tipos metido à galã... galâ de cemitério.... lembram os da antiga? quando as viúvas frescas choravam no tumulo do despachado sempre tinha um galanteador, pelado como sovaco de anjo e cheio de amor pra dar de olho no espólio do falecido. Cachorro que come ovelha uma vez, come sempre. Só morto que se endireita!
Pero ninguém é perfeito: só santo e lugar de santo é no altar ou no céu, não neste mundo de meu Deus. Homem sem defeito não é bem homem. Até que se topou com o pau da carpa.
Nas bailantas  no Restaurante da Vó se fazia presente, todo afeitado, tapado de Amor Gaúcho, aquele perfume enjoado que primeiro chegava o perfume, depois o vivente. Cabelo lambido assentado com sabonete laifeboy,todo aplumado e  meio aricungo, o gaudério era como mosca em bicheira, gostava de um algomerado e tinha prosa fácil,  até conhecer a Jecilena, aquela moça ali da Varzinha, pior que coruja de banhado.... pousando de tora em tora... Já diz o ditado que vaca de campo não tem touro certo. E o Amarildo que de ha muito araganeava, se apaixonou e ficou apresilhado pois andava com idéias de se afamiliar.
Mas a Jecilena tinha um causo antigo que lhe dava o sustento, porém o Amarildo não era de afroxar o cogote na primeira palanqueada, nem era de aquentar água para o mate dos outros  e não afrouxou o garrão.
E nem deu pelota para os parceiros que  lhe afilavam, , muito menos  se acoquinou  e não  se abichornou com a troça da cuerada.  Amarildo, amanonsiador de primeira,  acertou de boca e   à vera montou rancho roubando a percanta que se aquietou como pomba rola no ninho.
Como todo  final feliz, Amarildo tapado de acocação ,  não pregou prego sem estopa alpedo e  se acolherou com a Jecilena . Diz que vivem lá pros lados da Reforma, botando cria...  ele  mais faceiro que sapo em banhado e gordo que nem cusco de cozinheira pois que a Jecilena  caliente como  frigideira sem cabo é de cama, cozinha e querendona. Isso prova que o amor é lindo e que pro lado do sol sempre é mais quente.